O BADS_lab está voltando para São Paulo e para a Galeria do Reggae, onde realizamos BLACK: Cite; Sight– Site no ano passado. Desta vez, estaremos na Sala 24 de Maio, de 25 de setembro a 5 de outubro.
O BADS_lab São Paulo dá continuidade ao trabalho iniciado em Chicago em torno do Process Germ Bank (Banco de Germes de Processo), uma infraestrutura experimental para fazer práticas circularem entre diferentes contextos por meio de formas pequenas e adaptáveis.
Um germe de processo não é uma prática completa nem um método acabado. É uma pequena forma portátil que guarda o suficiente de uma prática para ser cultivada em outro lugar: um gesto, objeto, afeto, técnica, pergunta, imagem, instrução, ritmo ou fragmento. Pode ser recebido, alterado, recombinado, usado para outros fins, cultivado ou deixado falhar.
O laboratório em São Paulo se desenrola ao longo de dois fins de semana, com visitas de campo durante a semana entre eles. O estúdio começa com obras, perguntas e germes de processo produzidos pelos fellows de Chicago. Mas esses materiais não serão apresentados como uma exposição acabada. Em vez disso, formarão um repertório que os visitantes poderão encontrar, manusear, ativar e transformar, acrescentando germes próprios.
Entre os dois fins de semana, a Sala 24 de Maio permanecerá aberta às segundas e às terças, das 15h às 19h, para quem quiser visitar, passar um tempo com os materiais, contribuir com um germe de processo, testar um exercício ou acrescentar algo ao repertório em formação.
Quer participar? Escreva uma nota para info@bads-lab.org e conte quem você é.
O laboratório se desenrola da seguinte maneira.
Sexta-feira, 25 de setembro (15h às 19h): Perguntar. Nós nos reunimos socialmente antes de nos tornarmos produtivos. Por meio de música, comida, bebida, conversa e de um exercício de cartões de perguntas em circulação, os participantes criam um campo de perguntas abertas ao lado daquelas trazidas de Chicago.
Sábado, 26 de setembro (12h às 16h): Germinar e Polinizar. O estúdio se transforma em um laboratório aberto. Uma Estação permanente de Germes de Processo convida os visitantes a identificar uma atividade criativa e a percorrer uma sequência simples:
Imaginar → Desenhar → Demonstrar / Diagramar → Descrever → Encontrar
Os participantes podem partir das próprias práticas ou de algo trazido de Chicago.
A atenção então se desloca de produzir germes individuais para colocá-los em relação. Os participantes sorteiam perguntas, trocam germes, combinam práticas, testam mutações e respondem fazendo, criando e sentindo, e não apenas com palavras.
Sábado, 26 de setembro (16h às 18h): Conversa aberta com Allan da Rosa. Uma conversa pública com Allan da Rosa, escritor, angoleiro e historiador. A conversa terá interesse particular em Ninhos e revides: estéticas e fundamentos, lábias e jogo de corpo (Nós, 2022) e Pedagoginga, autonomia e mocambagem (Jandaíra, 2019), em diálogo com as perguntas e práticas que estarão circulando pelo BADS_lab.
De domingo, 27 de setembro, a quinta-feira, 1º de outubro: Visitas de campo. Fellows e participantes visitam lugares pela cidade e os abordam como bancos de sementes, perguntando que tipos de gestos, materiais, técnicas, memórias, ritmos e relações estão guardados ali; o que pode viajar; o que depende de um solo específico; e o que necessariamente mudaria se fosse cultivado em outro lugar.
27 de setembro: Visita ao “39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito” no Museu de Arte Moderna de São Paulo
28 de setembro: Percurso pela Galeria do Reggae e seus arredores.
1º de outubro: Visita ao Museu Afro Brasil Emanoel Araújo
Sexta-feira, 2 de outubro (15h às 19h): Perguntar.
Sábado, 3 de outubro (12h às 18h): Germinar e Polinizar.
A segunda sexta-feira e o segundo sábado retomam o mesmo ritmo sob outras condições. A essa altura, o estúdio já terá reunido materiais de Chicago, do primeiro fim de semana em São Paulo, das contribuições feitas durante a semana e das visitas de campo. São Paulo começa a se encontrar com aquilo que a própria São Paulo produziu e a crescer a partir disso.
For five Sundays this past May, at The Land School, BADS_lab convened a cohort of twenty-two creative artists and researchers around the prospect of generating maroon infrastructures: community-built systems for communicating and cultivating, playful and usable now, resilient when centralized systems fail.
The gatherings centered on the building of a process germ bank, an experimental approach to preserving and sharing knowledge in its most nascent form.
We invited each fellow to articulate small germs of their own creative practice: carryable seeds of ideas that other people in other contexts can grow in their own soil. Alongside, we drew inspiration from what was already germinating in the neighborhood around the Land School: the arrivant plants growing in the cracks and vacant lots of the South Side, the autonomous communications infrastructures we installed in the room, the questions surfacing from each fellow's lifeworld.
The repertoire that emerged will travel with us in September to São Paulo, and in January and February to Kenya and Tanzania